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quinta-feira, 5 de maio de 2011

Meu passado não me condena

A sensação de calmaria não poderia ser melhor.
Que máximo. Demorei muito pra perceber que a dona do meu coração sou eu.

Sim, criei uma moça fria dentro de mim. E eu gosto disso.
Isso é ser egoísta? Ok. Eu aprendi a ser. Dá licença?!

Mas não foi fácil.

Antes de ser essa moça que sou, em mim doeu.

E doeu a ponto de me revoltar, largar mão dos planos românticos e rever conceitos.

Eu tive duzentas caras inchadas, trezentas perguntas intermináveis com o meu “eu”, quatrocentas rezas e muitos “papos” sérios com Deus.

Usei o “bloqueio” aprendi a usar o shift+Del . Excluí msg SMS e deletei o número no celular.

Sim sou masoquista e minha pior inimiga sou eu.

É coração já pro cantinho da disciplina. Ram!Pra consolar milhões de chocolates, uma amiga pra ouvir os reclames sem opinar, um filme no sabadão do tipo “Ps: Eu te amo” e centenas de livros de “auto-ajuda”, ou seja, fiz coisas de mulheres nem um pouco inteligentes.

É mais passou. Eu perguntei pra Deus o que fazer e ele disse: Levanta filha!

Eu sei que demorou muito, uma vida, uns baldes de lágrimas e algumas rugas, tem nome e sobrenome.
Mas é certo: amor e dor agora só em musicas country, frases chulas e de preferência no copo com gelo.

Brindo tudo e nem faço careta. Não tenho tempo, nem paciência.
O tempo se encarregou de fazer sua parte. Eu esperei ele passar. Esperei mesmo, deitada contando cada segundo das 24hs.
Um dia eu lembrei, no outro fiz força pra lembrar, e teve um dia que eu disse: do que mesmo que tava sofrendo?

Aquela vida de lágrimas, sábados solitários e total fragilidade não me cabem mais.
Eu tenho cabelo preto, rímel , Blush Rosa, salto alto e vou dançar. Até os pés doerem, até eu suar. Até eu gargalhar. Até cansar e cair de sono.

E o mais legal disso tudo, é ver que as pessoas gostam de me ver “pra baixo” e basta um sorriso no meu rosto que pronto, lá vem o grupinhos sado-masoquistas me sondando.

E eu daqui vejo tudo isso, rezo e me pergunto : porque tanto interesse ao meu respeito?
De uma coisa eu tenho certeza: nunca competi a medalha de boa moça, nem espero a faixa de miss-comigoninguémpode.

Mesmo assim há quem esperou por minha recuperação: Madre Tereza achou bonito, meu pai me estende a mão. São Francisco de Assis, e todos os defensores da paz torcem por mim.

Eleanor Roosevelt, Bono. Mulheres que já sofreram por amor, Amy Awyhouse , minha avó e a minha terapeuta. Minha irmã, meu cachorro e os “de sempre” vão continuar esperando o meu levantar.
O tempo passou graças ao meu Deus, e eu sempre levanto. Mesmo que isso demore. Eu levanto. Acredite.
E mesmo que isso desaponte algumas pessoas: Meu passado não me condena, meu passado me fortalece.
Do amor. Eu ainda espero muito. Sou exigente e não quero mudar, pelo menos não agora, ainda quero acreditar que vai valer a pena.

Porque tem gente que canta “quem ama bloqueia” e acha que amar é anulação.

Que amor é entrega e dor de cabeça.

Amor pra mim não é um campo de batalha.

Amor pra mim é exagero. Amor é fidelidade sim. Eu quero manter minha felicidade acima de qualquer pecuinha. Do amor eu não fujo. Mas eu quero minha tranqüilidade intacta.
Mesmo que pra isso eu tenha que continuar ocupada. Cuidando da minha vida.
Sendo muito feliz. Por mim e pra mim.
Entendeu?


(Autor Desconhecido)

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Quem sou eu

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Feirense, graduada em Administração, e artista plástica  especialista no desenho retrato com uma abordagem realista e sóbria, que utiliza exclusivamente a técnica do pastel, iniciou nas artes ainda na infância tem como foco fundamental a expressão dos rostos, seus temperamentos e a psicologia da expressão, a tradução de um sentimento, de uma emoção fugidia e instantânea. Começou a expor em 1996 após concluir o curso no Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca), é uma das fundadoras do Grupo de Arte contemporânea de Feira de Santana, pesquisadora da arte rupestre com exposição desse tema em 2007, e amante da arte contemporânea, na qual aborda temas polêmicos.
"Só me dirijo às pessoas capazes de me entender, e essas poderão ler-me sem
perigo."Marquês de sade

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