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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Falando um pouco sobre mim

O gosto pelo desenho me acompanha desde a infância, quando eu e meu irmão do meio brincávamos de copiar os desenhos das revistas em quadrinhos . Após esse período o gosto por esta arte ficou adormecido em mim até 1995, quando subitamente me ocorreu uma grande vontade de retomar o aprendizado do desenho a lápis. Iniciei os estudos No CUCA (Centro Universitario de Cultura  e Arte).
Dos livros que estudei, dois foram de fundamental importância: Aprendendo a desenhar com o lado direito do cérebro, da Dra. Betty Edwars e Luz e sombra no desenho artístico, de José Maria Parramon. Ambos se complementam de maneira espetacular, fornecendo todo o embasamento necessário ao desenho realístico de observação.
Dominados os princípios básicos do desenho realístico, aventurei-me na minha primeira exposição, o resultado me surpreendeu imensamente e a partir desse dia apaixonei-me definitivamente por retratar pessoas. Conseguir capturar a alma de uma pessoa, a semelhança perfeita e a ilusão da tridimensão, refletindo isso em um desenho feito exclusivamente com lápis e borracha, é uma experiência quase mística, tanto para quem retrata, quanto para quem é retratado.
Os benefícios que esse aprendizado trouxe à minha vida foram muitos. Aprendi que desenhar é uma função quase que exclusiva do hemisfério direito do nosso cérebro. Assim, quando se está absorto em um desenho, ocorre um silenciamento do hemisfério esquerdo e isso é fonte de imensa tranquilidade e bem-estar. Entra-se num estado de êxtase consciente, onde as palavras não são necessárias para a compreensão e execução da tarefa de desenhar, tudo é interpretado e convertido em imagens, formas e texturas dos infinitos tons de cinza que resultam no desenho pronto. Aprendi que desenhar é uma capacidade que pode ser aprendida e ensinada e depende muito menos de dom do que se imagina, estando mesmo ao alcance de qualquer pessoa.
Do meu ponto de vista, o aprendizado do desenho traz inúmeros benefícios às crianças em idade escolar, não só para as aulas de arte, como para todas as demais disciplinas, posto que exercitam fortemente a capacidade de observação, concentração e disciplina, além de aguçar a percepção de espaço, localização e perspectiva. Além desses benefícios, o desenho é a porta de entrada para as demais artes visuais, sendo a base principalmente para a pintura e a escultura.

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Quem sou eu

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Feirense, graduada em Administração, e artista plástica  especialista no desenho retrato com uma abordagem realista e sóbria, que utiliza exclusivamente a técnica do pastel, iniciou nas artes ainda na infância tem como foco fundamental a expressão dos rostos, seus temperamentos e a psicologia da expressão, a tradução de um sentimento, de uma emoção fugidia e instantânea. Começou a expor em 1996 após concluir o curso no Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca), é uma das fundadoras do Grupo de Arte contemporânea de Feira de Santana, pesquisadora da arte rupestre com exposição desse tema em 2007, e amante da arte contemporânea, na qual aborda temas polêmicos.
"Só me dirijo às pessoas capazes de me entender, e essas poderão ler-me sem
perigo."Marquês de sade

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