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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Cada dia mais doida rsrsr

Hoje acordei com a nítida sensação de que terminaria o dia trancada em um quarto escuro vestindo uma camisa-de-força. Nada muito diferente dos dias normais onde me sentir louca é algo trivial. Então qual a diferença de hoje para outros dias? Eu explico. A certeza de que os minutos estavam mais longos, absurdamente longos. Intermináveis.




Tal qual um afogado que se debate ao tentar respirar com o pouco de oxigênio armazenado antes do mergulho. Sem ter idéia que ao tentar sair da água alguém seguraria sua cabeça para que não pudesse novamente emergir. Submerso e consciente de que o tempo é o fator determinante da sua vida até os último segundos de últimos suspiros onde uma estranha lucidez revela que o tempo é o fator determinante da sua morte.



Mas não estou na água nem no espaço. Estou no deserto. O deserto do real. E acredite não existe nada mais enlouquecedor do que a realidade árida da verdade.
rsrs
Agora vem a parte complicada. O mal que aflige principalmente as mulheres nos dias de hoje: relacionamento.




Voltamos aos nossos avós. As mulheres casavam virgens, claro. O sexo não era mais feito através de um orifício no lençol mas nem de longe a mulher pensava no sexo com alguma finalidade além da reprodução. Nessa época não existia pílula anti-concepcional portanto era "transar" e engravidar. E pobre da mulher que não desse a seu marido o herdeiro tão esperado. Pobre dela porque ninguém cogitava a possibilidade do homem ter algum problema. O marido tinha que ser pai, ser viril, o macho. E quando isso não acontecia a culpa, claro, era da mulher.



Os homens tinham amantes ou se relacionavam sexualmente com prostitutas. Eles eram educados para terem uma mulher em casa e quantas quisesse na rua. As mulheres mal conheciam seu corpo e nunca ouviram falar de orgasmo e obviamente nunca tiveram um. Elas eram educadas para se manterem virgens para o casamento e serem fiéis e obedientes ao marido.



Na época dos nossos pais, a maioria das mulheres continuavam a sonhar com seus príncipes encantados e se mantinham virgens para ele. Os homens já não se sentiam obrigados a casarem jovens, podiam curtir a liberdade da vida de solteiro até encontrar uma boa moça para constituir família.



Algumas jovens se permitiam experimentar algo diferente, provavelmente por influência da liberação sexual. Essas eram rotuladas como vadias pela sociedade, eram expulsas de casa e provavelmente não conseguiam se casar depois.



Uma frase comum daquela época era:



- Certas coisas eu não posso fazer com a minha mulher. Certas coisas só se faz com prostitutas.



Até aí tudo bem. Já conhecemos essa história. Mas o que isso tem a ver com os problemas nos relacionamentos nos dias de hoje?



Fácil. A velha lacuna entre o que nossos pais aprenderam e o que nos ensinaram e a nova realidade.



Nossos pais ensinaram aos meninos para aproveitarem ao máximo, saírem com quantas mulheres quiserem e quando achasse que era hora, casassem. Já para as meninas repetiram o velho discurso: esperem pelo príncipe encantado.



Mas aí começam os problemas.



Os homens, em geral, não querem casar tão cedo para aproveitar bem a vida. Eles nào tem mais porque ter pressa para encontrar um grande amor. Escolhem com calma e testando a maior variedade possível de candidatas ao cargo de esposa. Muitos resolvem se casar lá pelos 40. Já estão mais maduros, bem resolvidos profissionalmente e com uma situaçao ecônomica estável. Panorama perfeito para finalmente casar e ter filhos, claro que pra isso ele quase que se obriga a escolher uma mulher mais jovem.



Já as mulheres por mais que não queiram se casar cedo, sabem que nào dá pra esperar a vida toda, já que depois dos 35 fica bem mais complicado ser mãe. Mas elas esperam (im)pacientemente. Que escolha? E pra realizar o projeto de vida traçado por seus pais desde a infância, acaba passando por situações lamentáveis de sofrimento. Umas por desilusão e outras por solidão.



Interessante é observar muitas delas dizendo o quanto querem ser mãe e quando questionadas do porque não terem com um namorado, rolo, amigo, vizinho ou qualquer coisa do gênero elas prontamente respondem: Não, eu quero casar. Quero uma família!



É justo, muito justo. Mas é um quadro raro no cenário atual.



E agora eu pergunto:




Quem disse que toda mulher tem que casar?



Quem disse que toda mulher tem que ser mãe?



Pode ser que a mesma mulher que aponta o dedo e chama a outra de encalhada é a que daria tudo por um fim de semana sozinha, sem marido para agradar e filhos para cuidar. É a que daria tudo para ter escolhido uma vida diferente.



E por que não escolheu?



Nossas avós e mães não puderam.



Mas você pode.

Minha gente,pensa bem antes de casar!!!!!!

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Feirense, graduada em Administração, e artista plástica  especialista no desenho retrato com uma abordagem realista e sóbria, que utiliza exclusivamente a técnica do pastel, iniciou nas artes ainda na infância tem como foco fundamental a expressão dos rostos, seus temperamentos e a psicologia da expressão, a tradução de um sentimento, de uma emoção fugidia e instantânea. Começou a expor em 1996 após concluir o curso no Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca), é uma das fundadoras do Grupo de Arte contemporânea de Feira de Santana, pesquisadora da arte rupestre com exposição desse tema em 2007, e amante da arte contemporânea, na qual aborda temas polêmicos.
"Só me dirijo às pessoas capazes de me entender, e essas poderão ler-me sem
perigo."Marquês de sade

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