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quinta-feira, 31 de julho de 2014

Wabi Sabi



Wabi Sabi


"a perfeição existe apenas na imaginação humana"

O que realmente importa ao ser humano para que viva feliz e em harmonia?

Encarar a vida de forma despretensiosa é uma maneira simples de sintonizar-se com o tempo.

E o que vem a ser Wabi Sabi?

Na idade média, em oposição a nobreza, ao poder e a ostentação, os monges e sacerdotes japoneses participavam da cerimônia do chá, onde tinham acesso direto e intuitivo à verdade transcendental acima de qualquer concepção intelectual e materialista. Nestas cerimônias, utensílios rústicos eram utilizados para preparar e servir o chá. Estes utensílios eram de cerâmica, feitos de forma despretensiosa, minimalista, a base de argila e engobe, sem detalhes, queimados em fornos anagama e noborigama. Estes fornos queimavam as peças por mais de 36 horas em alta temperatura. O calor do fogo e a ação das cinzas das lenhas queimadas durante o processo de sinterização da cerâmica proporcionavam às peças formas, cores e efeitos assimétricos, imprevisíveis. A arte advinha das reações naturais da terra, água, fogo e ar; sem padrões de estética. Peças, que eram únicas, irregulares e imperfeitas, surgiam. Assim como tudo ao redor da cerimônia do chá, apreciava-se então a beleza destes utensílios que eram inacabados no tempo. A beleza modesta e humilde. A beleza das coisas não-convencionais...a beleza wabi sabi.


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Feirense, graduada em Administração, e artista plástica  especialista no desenho retrato com uma abordagem realista e sóbria, que utiliza exclusivamente a técnica do pastel, iniciou nas artes ainda na infância tem como foco fundamental a expressão dos rostos, seus temperamentos e a psicologia da expressão, a tradução de um sentimento, de uma emoção fugidia e instantânea. Começou a expor em 1996 após concluir o curso no Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca), é uma das fundadoras do Grupo de Arte contemporânea de Feira de Santana, pesquisadora da arte rupestre com exposição desse tema em 2007, e amante da arte contemporânea, na qual aborda temas polêmicos.
"Só me dirijo às pessoas capazes de me entender, e essas poderão ler-me sem
perigo."Marquês de sade

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