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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

TRILOGIA SOBRE A ARTE DE DAR...

TRILOGIA SOBRE A ARTE DE DAR...

Essa trilogia foi publicada na revista VIP e circula até hoje por aí assinada pelo Veríssimo...
Pra ficar feliz ou brava? Divirta-se...

AINDA BEM QUE EU NÃO DEI

Ainda bem que eu não dei
Ainda bem que não rolou
Ainda não foi dessa vez
Que teu jogo funcionou
 
Imagina se ontem eu tivesse dado
Acreditado no seu tipo de apaixonado
E hoje você mal falou comigo
Mandou um oi meio de amigo
Como se nada tivesse rolado
Imagina se eu tivesse liberado...
 
Não adiantou seu jeito meloso
Implorando pra eu ir te ver
Teatro de primeira, se achando O gostoso
Crente que eu ia dar pra você
 
E você ia sumir de qualquer jeito, sem motivo
E eu ia achar que o problema era comigo
Que bom que você sumiu antes de se revelar
É ótimo não ficar esperando o telefone tocar
 
Agora, você que fique na vontade
Nem adianta insistir
E quando seus amigos perguntarem
Encara e diz:" Não, não comi"
Ainda bem que eu não dei
Ainda bem que não rolou
Se situa, meu bem
Joga limpo que eu dou
 

AINDA BEM QUE EU DEI
 
Ainda bem que eu dei
Sem fazer tipo, sem fazer jogo
Porque assim é muito mais gostoso
Tava tudo mesmo pegando fogo...
 
Dei querendo dar
Dei sem encanar
Dei sem me preocupar
Se amanhã você vai ligar
 
Pode sumir, pode espalhar, pode desaparecer
Foi mesmo uma delícia dar pra você
E se quiser de novo, fica a vontade
Não tenho medo de saudade
 
Dei na maior fé, na paz
Foi SIM, e não TALVEZ
E se você ainda quiser mais
Pega a senha, entra na fila e espera a vez
 
Ainda bem que eu dei
Tudo lindo, tudo zen
Só uma perguntinha:
Foi bom pra você também?
 
 
QUE MERDA QUE EU DEI
 
Que lixo, que desperdício
Que triste, que meretrício
Que ódio, que papelão
Que merda, que situação...
 
O que parecia ser tão bom
Foi sem cor, sem gosto, sem som
Quero esquecer que aconteceu
Não, acho que não era eu
 
Não sei como eu fui cair na sua
Nesse seu papinho de ir ver a lua
Devia estar a fim de ser enganada
Bêbada, carente, triste, surtada
 
E você se aproveitou desse momento
Fingiu de amigo, solidário no sentimento
Mas no fundo sabia bem o que queria
Como é que eu fui cair nessa baixaria?
 
Chega, vê se me esquece, desaparece
Finge que não me conhece
Foi ruim, ridículo, sem sal
Vazio, patético, foi mal
 
Que merda que eu dei
Já esqueci, apaguei
Tchau, querido, tenho mais o que fazer
Melhor comer sorvete na frente da TV...


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Quem sou eu

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Feirense, graduada em Administração, e artista plástica  especialista no desenho retrato com uma abordagem realista e sóbria, que utiliza exclusivamente a técnica do pastel, iniciou nas artes ainda na infância tem como foco fundamental a expressão dos rostos, seus temperamentos e a psicologia da expressão, a tradução de um sentimento, de uma emoção fugidia e instantânea. Começou a expor em 1996 após concluir o curso no Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca), é uma das fundadoras do Grupo de Arte contemporânea de Feira de Santana, pesquisadora da arte rupestre com exposição desse tema em 2007, e amante da arte contemporânea, na qual aborda temas polêmicos.
"Só me dirijo às pessoas capazes de me entender, e essas poderão ler-me sem
perigo."Marquês de sade

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