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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Aprendendo

Eu queria ser muito mais do que sou.
Sempre fui muito medrosa, muito certinha,cheia de principios.
Na escola sempre fui boa aluna, meio CDF, quieta, boas notas. E morria de medo de cobras.
Não sei se isso é de educação ou caráter.
Fui me descobrindo aos poucos.
Queria quebrar mais tabus, encher mais a cara, ser menos política.
Queria ir mais a fundo nas coisas.
Viajei  muinto, trabalhei em muitas áreas, namorei, casei, ja me separei, ja tive filho.
Mas não, ainda não cheguei onde quero chegar. Nem perto. Tenho essa sensação. Em todos os sentidos. Acho que estou melhorando. Aprendi a falar não sem medo. A encarar a solidão na boa. A gostar dela até.
Queria ser mais inconsequente, ter menos medo. A ir até o fim quando me propuser a fazer alguma coisa. Estou orgulhosa porque voltei a trabalhar com arte. A gente fala durante tanto tempo que quer fazer alguma coisa, mudar algo, e não faz nada. Fica ali... O tempo passando e nada.
Sabe há quanto tempo falo que quero trabalhar só com arte? Bastante...
É impressionante como pequenas coisas podem significar tanto. É meio simbólico isso. Essa volta ao que não foi concluído.
A outra coisa que eu quero aprender é “yoga”. Já entrei no site, achei um lugar perto de casa, assistir a uma aula, e... nada. Não fui fazer a matricula até hoje. Há sempre um motivo para o embaço. A preguiça, o medo , sei lá.
É tão bom quando a gente consegue vencer isso. Tenho quebrado essa barreira com pessoas também. Enjoei dos amigos de sempre e fui em busca do novo. Tenho tido tantas surpresas, conhecido tanta gente legal. Porque se deixar, não saio de casa, fico lendo, vendo filme, escrevendo,desenhando. No cômodo, no certo, no quente.
Tô perdendo a preguiça de me encantar de novo pelas pessoas, de me apaixonar e quebrar a cara, me decepcionar, ter vontade do novo.
Perdendo o medo da ressaca, o medo de ir embora, da dor de cabeça no dia seguinte, de dizer que quero, de dizer que não quero, dos meus pais descobrirem, de tirar zero na prova, de levar bronca do professor, sabe?
Têm umas coisas que estão tão enraizadas, que precisamos ir lá no fundo buscá-las pra resolver. E podermos nos libertar.
Afinal de contas, o que é viver?
Aliás, sabe como eu perdi o medo de cobras? Criei duas jiboias.

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Quem sou eu

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Feirense, graduada em Administração, e artista plástica  especialista no desenho retrato com uma abordagem realista e sóbria, que utiliza exclusivamente a técnica do pastel, iniciou nas artes ainda na infância tem como foco fundamental a expressão dos rostos, seus temperamentos e a psicologia da expressão, a tradução de um sentimento, de uma emoção fugidia e instantânea. Começou a expor em 1996 após concluir o curso no Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca), é uma das fundadoras do Grupo de Arte contemporânea de Feira de Santana, pesquisadora da arte rupestre com exposição desse tema em 2007, e amante da arte contemporânea, na qual aborda temas polêmicos.
"Só me dirijo às pessoas capazes de me entender, e essas poderão ler-me sem
perigo."Marquês de sade

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