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terça-feira, 17 de maio de 2011

Ele existe

Ele existe. E por pouco, muito pouco , acreditei que era uma ilusão ( mais uma). Agora eu sei que ele existe e que ele não vai armar todo aquele jogo que sempre me puniu com uma tonelada de culpa nos ombros. Ele vai furar a fila .Ele vai me falar sobre destino e me fazer pensar pela milésima vez que eu fui tão burrinha com os outros, que eu fui tão burrinha comigo mesma. E sabe aquela gargalhada quando se descobre enfim , um tanto de felicidade que alimenta cada pedaço de cada dia? Uma felicidade que cobre um tanto de dificuldade que sempre aparece no meio do caminho? Vamos gargalhar a vida e a preciosidade de um milésimo de segundo. Ele não vai ser bobo de achar que sabe tudo e que me tem definitivamente. E vai cuidar de mim , e vai cuidar da gente, e vai plantar uma sementinha dos nossos sonhos em cada coisa que a gente fizer hoje. E vai me oferecer o futuro, ainda que ele saiba tudo sobre a delicadeza das promessas. Ele não vai subestimar o meu afeto. Ele não vai pensar que me oferecer solidão é um castigo porque eu falo demais, peço demais, faço planos demais, dramatizo demais. Vai chegar sem me permitir descanso e medo.Vai me fazer acreditar no divino e naquilo que tem hora certa e lugar. Novo e inteiro. Tudo que ele tem não será jogado de seus muros, e ao virar o rosto não enxergarei fantasma algum, pesadelo algum. Nem meu , nem dele. Dançaremos à visão do passado. Descansaremos jogados ao paraíso entre a carne e a alma e aquilo que é um mistério necessário para depois onde as coisas sequer cogitam a velha ideia de perderem o encantamento.Vai me invadir, súbito e profundo. Ar-re-ba-ta-dor. Ele existe. E aquilo que havia antes, terá sido um sentimento qualquer que equivocadamente eu chamei de amor.

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Quem sou eu

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Feirense, graduada em Administração, e artista plástica  especialista no desenho retrato com uma abordagem realista e sóbria, que utiliza exclusivamente a técnica do pastel, iniciou nas artes ainda na infância tem como foco fundamental a expressão dos rostos, seus temperamentos e a psicologia da expressão, a tradução de um sentimento, de uma emoção fugidia e instantânea. Começou a expor em 1996 após concluir o curso no Centro Universitário de Cultura e Arte (Cuca), é uma das fundadoras do Grupo de Arte contemporânea de Feira de Santana, pesquisadora da arte rupestre com exposição desse tema em 2007, e amante da arte contemporânea, na qual aborda temas polêmicos.
"Só me dirijo às pessoas capazes de me entender, e essas poderão ler-me sem
perigo."Marquês de sade

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